Direitos Humanos, Preconceito e Racismo

Criminalidade entre mulheres cresce 37% a cada quatro anos


Estes dados foram passados por uma aluna – Mariana Lucena de Queiroz – da disciplina Jornalismo Popular e Comunitário, que fez um artigo sobre as condições das mulheres detentas em São Paulo.

Segundo os dados mais atuais sobre o assunto, a cada quatro anos, a criminalidade entre homens cresce 24,87% e entre mulheres, 37,47%.

Perfil das mulheres detidas: jovem, afro-descendente, mãe solteira e chefe de família (66% era responsável sozinha pelo sustento dos filhos antes de ser presa).

Delitos que a levaram para a prisão: 44% tráfico de drogas e 40% roubo. Hipótese possível: o aumento da chefia de familias por mulheres e a sua inserção precária no mercado de trabalho a obriga a buscar, no desespero, atividades ilícitas para complementar sua renda. Entre os homens, o tráfico de drogas responde apenas por 18% das detenções.

Apesar do aumento de mulheres detidas, o sistema prisional pouco pensa em uma estrutura adequada para o universo feminino. 25% das mulheres detidas em condições inadequadas (contra 13% dos homens). 83% das mulheres detidas não recebem visitas de parentes porque há poucas unidades prisionais femininas, concentradas na capital e detentas que têm familiares no interior são deslocadas do seu local de origem. A maior parte dos estabelecimentos restringe a visita de filhos a um por vez e, pelo fato do responsável não ter com quem deixar outros filhos, deixa de fazer a visita.

As mulheres detentas recebem dois rolos de papel higiênico e dois pacotes com oito absorventes cada por mês, quantidade que obriga a uma mulher que tem uma menstruação de quatro dias a usar somente dois absorventes por dia.

O pior é que a desestruturação de toda a família que a detenção destas mulheres causa. Somente 19,5% dos pais dos seus filhos ficam com as crianças; 39,9% ficam com os avós maternos; 2,2% ficam em orfanatos; 1,6% acabam presos e 1% na Fundação Casa (ex-Febem). Como apropriadamente diz Mariana, “a pena da mulher é sempre uma pena compartilhada”.

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